sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Governo denomina projeto para alavancar agricultura familiar relembrando a balaiada


Uma alusão à revolta da balaiada. Uma representatividade com pobres, negros, mulheres e idosos que lutaram por um Maranhão melhor, por um Maranhão de progresso e de melhor qualidade de vida para sua gente. Assim, nasceu o “Projeto Balaiada Maranhão Sustentável” nome dado ao projeto originado da parceria entre o Governo do Estado e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (Fida) que vai beneficiar 87 municípios em situação de pobreza e extrema pobreza, sendo 43 prioritários, incluindo povos indígenas.

O memorando do desenho final do projeto, que tem previsão para iniciar em fevereiro de 2017, foi assinado na quarta-feira (10), no auditório da Secretaria de estado de Agricultura familiar (SAF). O Fundo esteve em missão no Estado visitando e dialogando com municípios dos seis territórios incluídos no projeto, além de aldeias indígenas e povos como quilombolas, quebradeiras de coco e extrativistas, a fim de conhecer as necessidades mais urgentes do público selecionado.  

“É um momento de imensa satisfação porque nós viemos acompanhando desde a concepção desse projeto, foram longas caminhadas, momentos de negociação e agora faltam poucas etapas para que o projeto seja consolidado. O nosso propósito é ajudar o povo do Maranhão a sair desse estado de pobreza e extrema pobreza, sobretudo os 87 municípios e 43 prioritários. Pela primeira vez na história, os indígenas vão participar de um projeto internacional voltado para atendimento às suas necessidades, então estamos vivendo um momento muito importante para agricultura familiar no estado do Maranhão”, disse emocionado o secretário de Estado da Agricultura Familiar, Adelmo Soares.

Para o representante do Fida no Brasil, Hardi Vieira, a expectativa do Fundo é proporcionar a essas mais de 790 mil pessoas inclusas no projeto um atendimento de qualidade. “Queremos chegar a essas comunidades, para começar junto com elas, a trabalhar o lado organizacional de cada uma para que as mesmas possam produzir em conjunto, por meio de associações e organizações, a fim de acessar os investimentos produtivos. A assinatura desse memorando é um momento chave para o Fida”, explicou.

As principais demandas feitas pelas comunidades são de apoio à assistência técnica com investimentos para beneficiamento de cadeias produtivas como mel, mandioca, ovinocaprino, avicultura e hortifruticultura, cadeias essas que serão inseridas de acordo com a potencialidade de cada município.  

Para a secretária adjunta de Extrativismo, Povos e Comunidades Tradicionais da SAF, Luciene Dias Figueiredo, a assinatura do memorando é mais um compromisso do Governo do Estado. “É um momento de reafirmação do compromisso que o Governo do Estado tem com o povo do Maranhão, beneficiando quebradeiras de coco, extrativistas, índios e quilombolas, povos esses que antes eram esquecidos”, afirmou.

Assembleia Legislativa

A comissão da SAF e do Fida visitaram, nesta quinta-feira (11), a Assembleia Legislativa e, em reunião, além da descrição do Projeto Balaiada Maranhão Sustentável, trataram sobre a lei autorizativa para a liberação do empréstimo pelo Tesouro Nacional.

Fida

No Brasil, o Fida trabalha com foco no semiárido do nordeste para beneficiar, principalmente, agricultores familiares, assentados e trabalhadores rurais com prioridade a mulheres e jovens. Combater a fome, fortalecer a segurança alimentar nas comunidades rurais, gerando emprego e renda nos municípios maranhenses são algumas atuações do Fida.


No Maranhão, o Fida atuará em seis territórios: Baixo Parnaíba, Cocais, Campos e Lagos, Lençóis Maranhense, Médio Mearim e Vale do Itapecuru. Com investimentos de R$ 156 milhões, o projeto beneficiará 790 mil pessoas e 122 comunidades quilombolas. O recurso investido no Maranhão é proveniente da parceria do Governo do Estado e Fida, com a coordenação da SAF.

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