quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Gerente da Lamia é preso na Bolívia

O gerente geral da companhia aérea Lamia, Gustavo Vargas, cuja aeronave caiu na Colômbia matando 71 pessoas, entre as quais a delegação da Chapecoense e vários jornalistas brasileiros, foi preso nesta terça-feira junto com outros dois funcionários da empresa, informou o Ministério Público.
Vargas foi transferido aos escritórios do Ministério Público Departamental (estadual) de Santa Cruz (leste), onde fica a sede da empresa. O promotor Iván Quintanilla, membro da comissão que investiga a Lamia, já tinha antecipado mais cedo que emitiu ordem de prisão contra os envolvidos no caso.
"Com fins investigativos, foram presos (além de Vargas) a secretária e o mecânico da empresa; se há elementos e indícios que podem ser relacionados dentro do presente caso, o Ministério Público aplicará o Código Penal, se não, será ordenada a cessação da detenção", explicou Quintanilla à imprensa, detalhou o jornal Los Tiempos em seu site.
Nesta terça-feira, a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) retirou documentos dos escritórios da Lamia, que estão sob intervenção das autoridades, segundo informes da imprensa.
A Lamia é investigada por suposta responsabilidade no acidente do avião que caiu em Medellín com 77 pessoas a bordo e deixou 71 mortos e seis sobreviventes.
O próprio Vargas tinha admitido dias antes ao jornal Página Siete que a aeronave, um BA-146 modelo RJ85, deveria ter sido reabastecida na cidade boliviana de Cobija, no extremo norte do país, para prosseguir viagem até a Colômbia.
A Bolívia encontrou indícios de irregularidades no funcionamento e nas operações da Lamia, segundo o ministro de Obras Públicas e Serviços, Milton Claros. Como primeira medida destituiu altos funcionários aeronáuticos.
Uma das principais hipóteses é que a aeronave caiu porque ficou sem combustível pouco antes de chegar ao aeroporto de Rio Negro, que atende a Medellín, destino do voo. A funcionária que aprovou o plano de voo, apesar de supostamente ter observado problemas na quantidade de combustível, pediu refúgio no Brasil.

Da Folha do Maranhão

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