sábado, 3 de junho de 2017

Produtores de Abóbora e Abacaxi recebem a visita do Superintendente do Sebrae


A vocação de Paraíbano, Colinas, Passagem Franca para a cultura de abóbora e de São Domingos do Maranhão para o cultivo de Abacaxi levou o diretor superintendente do Sebrae no Maranhão, João Martins, à visitar produtores rurais das regiões Central e Cerrado Sul Maranhense.

A visita técnica às duas regiões aconteceu entre 22 e 24 de Maio, e serviu para que o diretor superintendente do Sebrae não só conhecesse o potencial das duas áreas produtoras como também visse as necessidades dos produtores rurais locais.

As regiões produtoras de Abobora e Abacaxi foram identificadas por dois estudos realizados pelo Sebrae em 2016 essas duas áreas citadas foram apontaram grandes como regiões produtoras como notada qualidade, a ponto de serem áreas fornecedoras para regiões consumidoras do sul e sudeste do país o que acaba se configurando o elevado potencial agrícola e como principal fonte de renda dos municípios produtores.

"Solicitamos este estudo para a Gerencial Regional de Presidente Dutra para que fizemos um raio x da cadeia produtiva da abóbora e do abacaxi. Para que tivéssemos um entendimento do início ao final das duas cadeias produtivas agrícolas e de todos os seus participantes”, explicou Martins.

“Queríamos saber como o mercado está, as oscilações de preço, se existe inovação, tecnologia para esse trabalho e o que estava faltando. Tudo isso para que o nosso planejamento que vai ser trabalhado nas duas cadeias produtivas", completou o diretor superintendente.

Atualmente Colinas e Paraibano são os principais produtores de abóbora e, segundo um dos estudos feitos pelo Sebrae, fazem parte de um polígono, batizado de “Polígono da Abóbora”, que compõem mais de sete cidades, como Passagem Franca, Mirador e Sucupira do Norte.

Em São Domingos do Maranhão, outro estudo aponta que o abacaxi tem um impacto de 60 a 70% na economia da população, sendo a principal fonte de subsistência.  Os dois polos possuem destaque na economia do Maranhão, apontando o estado entre os principais na produção e comercialização desses produtos.

Apesar da alta produtividade, ficou constatado no estudo realizado pelo Sebrae, que os produtores estavam desorganizados, sem uso de  tecnologias e assistências técnicas, sem acesso a créditos, sem processo industrial definido e pouca visão de mercado.

 Sebrae trabalha nas duas cadeias produtivas

Além de realizar os estudos de identificação e dimensionamento das culturas da abóbora, na região Central, e do abacaxi, no Cerrado Sul Maranhense, o Sebrae no Maranhão tem implantado ações para fortalecer os elos das duas cadeias produtivas. Em parcerias com outras instituições de fomento e assistência técnica, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), diversas medidas já estão surtindo efeito.


Para a cadeia do abacaxi - que se concentra nos municípios de São Domingos do Maranhão e Turiaçu, cobre uma área de 1,4 mil hectares e tem produção anula de 28 milhões de frutos – o Sebrae está investindo em habilitação ambiental para acesso a crédito, por meio da autorização de perfuração de poços, junto a Secretária Estadual de Meio Ambiente (Sema) e está fazendo um trabalho de preparação de um plano de comercialização e acesso ao mercado, que será entregue em Junho, onde os produtores estarão com informações que poderão ajudar nas tomadas de decisões quanto a melhor forma de vender seus frutos.

O Gerente Regional do Sebrae em Presidente Dutra, José Noleto disse que o estudo realizado foi muito importante para poder decidir os primeiros passos. "Fizemos uma avaliação da cadeia produtiva do abacaxi de São Domingos e percebemos um grande potencial existente em uma cadeia que já renumera muito bem todos os seus elos, mas que percebemos também possibilidades de melhorias em vários aspectos e são esses aspectos que estamos abordando agora", observou.

Os produtores também estão investindo em tecnologias como sistema de irrigação, para elevarem a produtividade média por hectar e qualidade dos frutos colhidos, visando  a venda de produtos na entressafra a preços melhores. Para isso, Estão recebendo assistência técnica do Senar, que vem ajudando muito no acesso a tecnologias. "Hoje a minha produção agradeço ao acompanhamento do pessoal do Senar que estiveram aqui me orientando. Fui incentivado a plantar e esse é o terceiro ano que estou plantando e foi muito bom pra mim. O Sebrae tá trazendo propostas novas e com ajuda deles temos tudo para crescer", disse o produtor de abacaxi Francisco Lopes, 54 anos.

"Nós temos aqui um trabalho muito forte no acompanhamento e assistência técnica do Senar para esses produtores e estamos agora trazendo uma proposta de parceria a este trabalho juntamente com a prefeitura municipal, trazendo a proposta do Sebrae para através da governança empresarial e de um planejamento estratégico para a cultura de abacaxi de São Domingos com foco no mercado, logicamente que passando tudo isso para uma estratégia de acesso a crédito, acredito que possamos ter resultados aqui muito interessantes", concluiu João Martins.


ABÓBORA

A cadeia produtiva da Abobora, cuja área plantada abrange sete municípios e sustenta mais de 1.500 famílias, ainda é trabalhado com tecnologias básicas, sem uso de irrigação, sem correção de solos e como forma de subsistência. Produtores pouco capitalizados que cultivam apenas no período de chuvas e que destinam toda sua produção aos grandes centros de consumo da região Nordeste.

Como forma de mudar esta realidade, o Sebrae está elaborando um projeto de comercialização e iniciou um levantamento de dados de produtores junto as prefeituras de Colinas, Paraibano e Passagem Franca.

Hoje cada hectar plantado com abóbora gera uma receita média de 4 mil reais e é a principal fonte de renda da agricultura familiar na região. Este ano esses produtores enfrentam muita dificuldade na comercialização. "A safra esse ano não está sendo boa. Estou com a minha roça toda para colher ainda por que o preço está ruim", disse Antônio Carlos da Silva, produtor de abóbora em Colinas no Povoado Fuzil.

Uma das sugestões que o Sebrae no maranhão está preparando para os produtores da região e atuação comercial em grupo. "Avaliamos que se os produtores se organizarem em associações ou em cooperativas, certamente eles terão um poder maior tanto para comprar insumos quanto para barganhar preços melhores na hora da comercialização. Com esse poder de negociação fazendo volume e melhorando a qualidade desses produtos isso vai agregar mais valor no mercado local", disse José Noleto.


Foram realizados durante a visita do Superintendente encontros com diversos grupos de produtores para discutir e entender a melhor forma de começar a colocar o estudo em prática. Joaquim Soares Filho, Secretario Adjunto Municipal de Agricultura Familiar em Paraibano, avaliou o encontro importante. "Este encontro foi de suma importância para o município e os agricultores, por que hoje a demanda de abóbora é muito grande e nosso agricultor precisa de um apoio e a parceria entre a prefeitura e o Sebrae vai melhorar muito", disse Soares Filho

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